segunda-feira, 28 de março de 2011

so what?

Então quer dizer que bom mesmo é reclamar?

Reclamar que está chovendo, ou que está fazendo calor demais; que nunca se tem dinheiro o suficiente para o que se quer comprar, que seu cachorro não pára de latir. Que seu filho não faz nada de produtivo e que, vulgarmente falando, só quer "vagabundear". Que seus pais não te escutam, que não te deixam em paz. Que homem não presta, e mulher fala demais.

Reclamar é para todos. Já virou até uma regra. Só que, quem será que já tentou parar e pensar em tornar-se dessa regra uma exceção?

Aproveite que está chovendo, e se jogue na chuva para amenizar o calor dos dias mais quentes. Guarde pelo menos um real de tudo que você ganhar por mês. Faça carinho no seu cachorro por um tempo. Perceba que seu filho é como um cachorro também; só repreensão não faz de um filhote um líder de caça.

Todos os homens que não prestam para uma mulher são, certamente, os safadões-romanticos perfeitos para outras. E que mulheres que falam demais, geralmente, falam pouco para quem está disposto a escuta-las. Todos os "problemas" podem ser relativos.

Resta a nós, dar valor ao necessário. É preciso re-pa-rar.

"E eu digo, necessário, somente o necessário! O extraordinário é demais."

quinta-feira, 24 de março de 2011

damn you, routine

Arrisque-se.

Se puder, comece hoje mesmo. Prove um pouco daquela comida que não lhe parece ser boa. Experimente passar uma noite em claro, e um dia inteiro dormindo. Passe um bom tempo ao telefone com aquela pessoa que você não fala a tempos. Faça amizade com aquela guria chata da sua sala. Faça um teste da internet.

Responda aquele livro de perguntas de vestibular. Escreva. Dê bom dia ao padeiro, boa tarde ao carteiro, e boa noite à você mesmo.

Que tal tentar latir de volta para o cachorro, e ver se vocês engatam em uma conversa? Miar também serve, em caso de teres um gato. Sorria dos erros dos outros, e gargalhe dos seus. Se deite no chão, e admire o céu. Espere chover, para poder tomar um banho na chuva!

Rode várias vezes no mesmo lugar, e quando parar, rode no sentido contrário. Brinque com uma criança. Espere o fim de semana chegar, e caia na noite com seus amigos. Dance, beba, beije muito!

Pelo menos uma vez, por que é bom saber como é, faça algo que nunca fizeste. Experimente de tudo um pouco na vida, mas sem exageros. Leia um livro que ninguém recomenda. Assista um filme antigo! Tire uma foto logo após acordar. Faça careta.

Em relação aos outros, perdoar também é bom, sempre. Deveria se tornar um hábito. Limpe o seu coração, pois já dizia Pitágoras, "até o mel mais doce azeda num recipiente sujo", e deixe o amor entrar. Até porque, quando não se deve nada a ninguém, não há o que perder. Dê tempo ao tempo.

E em um episódio da "Vida feat. Você mesmo" acabas, até mesmo sem querer, descobrindo que nada é tão ruim assim, como você pensava.


Rotina é para chatos.

terça-feira, 22 de março de 2011

better than that total agony

É, é dificil mesmo.

Até por que, se fosse fácil, quem é que ia querer? Se fosse pra ser fácil, não era pra ser, de uma maneira horrível muitas vezes, bom. É por isso que a gente fala tanto disso.

- Amiga, posso perguntar uma coisa?
- Vai. Pergunta.
- Se você pudesse pedir hoje, pra papai do céu, você ia pedir pra Ele trazê-lo de volta pra você (...)

E as falas são interrompidas. Sempre. Quem é que gosta de ser contrariado? Quem é que gosta, quando se é proposto aquilo que se quer, mas ao mesmo tempo, aquilo que não se pode, nem se deve ter?

- Não.
- (...) ou você ia pedir o que?
- Não ia pedir nada. O lugar dele não é comigo, e o meu, eu tenho certeza de que não é com ele. Se fosse, por que eu estaria chorando? Se fosse mesmo, ele não teria me feito sofrer. Eu não derramaria uma lágrima. E se for pra sofrer, é melhor ficar só.
- O que você sente agora? Tristeza?
- Não sinto mais nada. Nunca foi tão fácil assim. Você me assistiu, durante esse tempo. Quantas vezes eu tentei... e. Acabou.
- Ah.
- Você me conhece, eu tenho coisas muito melhores pra fazer do que sofrer.

segunda-feira, 21 de março de 2011

the holiday




Graham: Long distance relationships can work, you know.
Amanda: Really? I can't make one work when I live in the same house with someone.


(Acervo dos meus filmes favoritos)

like the ocean

E foi assim. Sem dor, sem choro nem vela.

Tinha acabado ali mesmo. No instante em que ele, mesmo que inconscientemente, destruiu a possibilidade de que (pela segunda vez) algo fosse dar certo para os dois. O bom dessa enrolação toda é que nada teria "dado certo" se as coisas não tivessem dado errado. Também, ela teve maturidade e muita coragem para tirar dessa história, alguma coisa boa.

Modestia à parte, mas foram aproveitadas diversas consequências com o fim de um começo. A verdade mesmo é que não houve um começo concreto. Era como quando ela ia à praia no Rio de Janeiro. O mar, tão distante da praia, mostrando-se tão grandioso, desejável e ao mesmo tempo tão traiçoeiro, tinha seu lado bom. A sensação de entrar no mar, é extremamente gostosa. A correnteza que ao mesmo tempo te empurra, é a mesma que te puxa. Logo, não é tão ruim assim.

"Eu vou molhar meus pés, mas não vou mergulhar."


Ela pensava. Até por que, que mal teria? Só queria saber como era... Ainda mais que, ainda conseguia enxergar seus pais ali, olhando e acenando. O cara era como o mar. Tudo que era relacionado a ele, tinha seu lado positivo. Ele era tão desejável, e ao mesmo tempo, era traiçoeiro. No fim, a conclusão é que, bom... não deu em nada. Ela não entrou no mar, e anos depois, também não entrou em um relacionamento sério com o cara. Não se perdeu dos pais, e nem se perdeu de si.

Nada acontece por acaso, e hoje, ela é feliz do mesmo jeito. Porém, de todas as praias que ela já frequentou, e de todos os caras que conheceu, percebeu que se entregar a tudo é como a maré.

A aflição passou.

Sem dor, sem choro nem vela.

domingo, 20 de março de 2011

i wasn't saying goodbye

Estamos de volta.

É isso! Vou voltar a escrever no blog. Mas primeiro, eu tinha que dar cara nova nessa página, né. E aqui vamos nós... template novo, perfil (mais ou menos?) novo, foto nova, cabeça nova, vida nova, Juliana nova.

Mas... antes de tudo novo (re)começar:

Queria agradecer a todas +300 visitas, e poucos comentários que me foram deixados ano passado! Sem vocês eu não teria escrito, praticamente, todos os dias. Obrigada até mesmo por aguentar minhas postagens birrentas, e meu desgosto pelas coisas/pessoas que eu tive. Uai, se era pra desabafar aqui, eu o fazia, e vocês (poor babies!) que liam. Esse ano não deve ser muito diferente, vou escrever o que me der vontade.

Mas prometo que vou morder (ouch!) um pouco a lingua.

VAMO QUE VAMO!