segunda-feira, 21 de março de 2011

like the ocean

E foi assim. Sem dor, sem choro nem vela.

Tinha acabado ali mesmo. No instante em que ele, mesmo que inconscientemente, destruiu a possibilidade de que (pela segunda vez) algo fosse dar certo para os dois. O bom dessa enrolação toda é que nada teria "dado certo" se as coisas não tivessem dado errado. Também, ela teve maturidade e muita coragem para tirar dessa história, alguma coisa boa.

Modestia à parte, mas foram aproveitadas diversas consequências com o fim de um começo. A verdade mesmo é que não houve um começo concreto. Era como quando ela ia à praia no Rio de Janeiro. O mar, tão distante da praia, mostrando-se tão grandioso, desejável e ao mesmo tempo tão traiçoeiro, tinha seu lado bom. A sensação de entrar no mar, é extremamente gostosa. A correnteza que ao mesmo tempo te empurra, é a mesma que te puxa. Logo, não é tão ruim assim.

"Eu vou molhar meus pés, mas não vou mergulhar."


Ela pensava. Até por que, que mal teria? Só queria saber como era... Ainda mais que, ainda conseguia enxergar seus pais ali, olhando e acenando. O cara era como o mar. Tudo que era relacionado a ele, tinha seu lado positivo. Ele era tão desejável, e ao mesmo tempo, era traiçoeiro. No fim, a conclusão é que, bom... não deu em nada. Ela não entrou no mar, e anos depois, também não entrou em um relacionamento sério com o cara. Não se perdeu dos pais, e nem se perdeu de si.

Nada acontece por acaso, e hoje, ela é feliz do mesmo jeito. Porém, de todas as praias que ela já frequentou, e de todos os caras que conheceu, percebeu que se entregar a tudo é como a maré.

A aflição passou.

Sem dor, sem choro nem vela.

2 comentários:

Eduardo M. Rodrigues disse...

putz, levei fé, principalmente nas metáforas.. para entrar no mar é necessário protetor solar.. parabéns juh

Claudia Menezes disse...

adoorei, muito lindo o texto ju *-*

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