domingo, 24 de abril de 2011

conceito da felicidade

“Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra.” (Caio Fernando de Abreu)

Está ai, então! Tua chance de ser feliz. Todos os dias, você certamente deve ter recebido mil e um sinais, só que não conseguia enxergar. Você se doía demais, sofria demais, negava demais que iria ter uma chance assim de novo. Talvez, se você parar pra pensar direitinho e com a cabeça fria, vai perceber que a chance de ser feliz de verdade nem chegou ainda.

O que chegaram foram os testes. Você merece ser feliz? Claro, tem que merecer pra ser feliz. Se não, ser feliz seria fácil, fácil. Felicidade vem em partes. Está presente em uma música, em uma poesia. Nas cordas de um violão, em um sorriso. Está dentro de um pacote de biscoito, se duvidar. Dentro de um frasco de perfume, em qualquer lugar. Só depende do que, ou de quem, você quer que te faça feliz.

Felicidade vem em forma de dor, também. Ser feliz faz doer isso que a gente chama de coração. Ás vezes, é preciso que tenhamos o bom senso pra perceber que mesmo que a gente ache que a nossa felicidade está no coração de uma pessoa, e não houver reciprocidade, estamos errados. Felicidade é ser correspondido. É compreender. É sentir. É estar pronto. É seguir. É dar chance.

Chance pro tempo, que é melhor amigo da felicidade. Dar chance pra todas as coisas, e todas as pessoas que você achar que valem a pena. É só ler os sinais, a felicidade está nas entrelinhas. Felicidade vem em conjunto. Vem em companhia de várias consequencias. Não se é feliz sozinho... a felicidade só espera que você dê abertura para que ela consiga se aproximar de um jeitinho que só ela consegue fazer.

Eu vejo que por mais que seja dificil, é fácil, esse lance de ser feliz. Seja do jeito que for.

"Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho..."

É só deixar que ela venha. Espere. E sorria.

sábado, 23 de abril de 2011

from: me to: whatever

É que tem dias que não dá!

Pra ficar só, pra ficar junto, pra ficar assim. Sem eira, nem beira. Tem que ser daquele jeito mesmo, por que nesse daqui não dá. Tem dias que eu não te aguento, mas tem dias que... eu preciso.

De paz, de sossego, de mim. Eu preciso de amor, de compreensão, e de algum tipo de coisa que me guarde dessa paranóia que eu tenho, de querer sustentar o peso das coisas, e de seus respectivos problemas, nas minhas costas.

Tem dias que eu acordo sufocada, com um nó na garganta. Tem dias que tudo que eu quero é fugir da porra da rotina, e esquecer até do meu nome. De me perder que nem uma louca varrida, e sei lá, me encontrar em qualquer outro lugar. Por quê aqui tá difícil. Uma vez, me perguntaram: "O que é que você quer, heim?" e eu não respondi. É muito mais fácil saber o que é que eu não quero. Tá meio óbvio, não é não?

Ser mulher é foda, sabia? Ou você acha que é fácil? Lógico, ter um pinto entre as pernas é sempre mais fácil pra tudo. Ainda bem que no lugar do pinto eu tenho juízo. No bom e no péssimo sentido. Ser mulher me irrita, me intriga, me dá vontade de chorar. Todo m-ê-s. Mas sabe, é tão ruim que é bom.

É bom sim, ser eu. Melhor ainda por quê tem dias eu acordo do jeito que o diabo gosta. Usando todas as frases possíveis do meu acervo de frases clichês (ex.: quando eu sou boa, sou boa. Mas quando sou má, sou péssimaaa!). É, sem heresia por quê estamos na semana santa, mas tem dias viu... ô se tem. Acordo juntando a fome com a vontade de comer, a raiva, a angustia e essa monstruosa vontade que eu tenho, de querer ser l-i-v-r-e.

E não depender de ninguém.

(500) Days of Summer




Not a love story.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

let it be

E essa aqui sou eu.

Escrevendo em um bloco de notas às 01:34 da manhã. Na companhia de uma insonia que eu nem sabia que existia. De uma saudade do que eu nem sabia que tinha. De uma dúvida que me persegue. De uma vontade de gritar, de me esconder e de fugir.

Esse dai é você, lendo isso daqui que sou eu. Às x horas da manhã/tarde/noite. Imaginando o quão retardada eu sou, que não falo nada com nada, ou que minha criatividade é grande demais. Pode me chamar de louca, eu vou entender. Eu sempre entendo! Ou acho que sim. Sabe o que é? Eu tenho vontade de ler todo mundo. De saber o que todo mundo pensa, o que todo mundo tá achando... eu tenho vontade de ter tudo aqui, no meu painel de controle. De assistir o mundo girar de camarote. Mesmo quando for para assistir ele me pregando peças, me fazendo de boba. Me fazendo de mim.

"Foi nesse momento - em que o mundo resolveu girar rápido enquanto eu respirava devagar - " que eu descobri: tenho uma vontade incontrolável de ser. Mas eu sofro de uma doença sem cura. Sem progesso, sem regresso. Eu sofro na preocupação de querer ser tudo, e não poder ser nada. Eu sofro em me preocupar demais. Em querer demais, e em ser demais.

Sou um doce salgado meio amargo, um gelo seco meio molhado. Sofro em querer esconder o meu lado incorrigivelmente sensivel, e aparentar o mais forte. Assim, eu tenho a impressão de (na maior parte das vezes) ser invencível! É! Mas ser assim também cansa. Eu quero ser vulnerável pra você, e logo depois, quero esganar essa loucura que, por minutos, rondou minha cabeça. Quero jogar tudo pro alto, e fugir com essa loucura, e logo em seguida, assistir o trailer dos proximos episódios da minha vida e sossegar.

Eu quero ser imprevisível.

Se até à mim eu surpreendo, não deveria ser tão dificil assim quando se tratar de você.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

desventuras em série

Me irrita quando eu quero escrever, e penso nisso em horas erradas.

Quando como ontem à noite, eu deitei minha cabeça no travesseiro e ele automaticamente se abarrotou com todas as minhas idéias. Eu queria falar de amor, de música, intercalar entre isso e aquilo, e finalizar com alguma frase que eu gosto muito.

Mas aconteceu que, com todas as três vezes que eu fui acordada pela manhã (é, eu fui acordada às seis e meia, sete e às nove com uma mensagem da minha mãe: "acorda filha!"), todos os meus pensamentos fugiram de mim. Me irritei. É, por que? Eu queria dormir, ORAS! Enfim. Logo, eu passei o dia inteiro confabulando com meus botões imaginários (porque minha farda não é, infelizmente, dotada de botões) sobre o que eu escreveria. Mas parece que hoje foi o dia Dê (encherem o meu saco, perder todas as idéias, etc).

Para começar o dia cheio de peripécias, acordei atacada na T(empo)P(ara)M(atar). Tive que ir comprar o ovo de páscoa do meu amigo invisível, e como a preguiça dominava meu ser, eu vesti a primeira coisa que eu vi na gaveta de roupas-de-casa-que-podem-ser-usadas-na-rua que não tinha furos notáveis, e sofri as consequencias. Fui cantada por pelo menos três motociclistas, e quatro motoristas de ônibus. E um vendedor de bombons que estava em frente ao famoso Mundo Do Real, local escolhido pela minha adorável avó para adquirir lindos potes tapeware. Não é a toa que minha mãe me chama de musa dos motoqueiros/motoristas/garçons/qualquer-um-MESMO.

Ótimo, sobrevivi à primeira etapa do dia. Mas... no caminho para ir a escola, o pneu da van furou. Que lindo! Sol quente, suor, e conseqüentemente, perda do primeiro horário escola, o qual era o da matéria que eu mais mando bem no mundo: física. Fui passar os 40 minutos que restavam daquele horário na secretaria... chegando lá, encontro meus amigos retardatários. Até ai, estavamos melhorando. Até que, um dos amigos me comparou com algum personagem do desenho (ou seja lá o que isso for) Futurama, pelo fato das minhas sobrancelhas não estarem devidamente alinhadas naquele momento. OBRIGADA, AE, PARÇA.

Mas nada estava perdido, meu caro. Choveu! E enquanto todos reclamavam que São Luis está inundando, e João Castelo está só tomando banho no dinheiro que deveria estar sendo usado na melhoria das ruas e avenidas, eu, com toda minha empolgação, sai na rua (não como eu queria, fui energicamente barrada pelos meus pais, devido ao que eu estava planejando trajar). E me joguei na chuva. Com a minha melhor amiga. Divertido, uhn? Só espero não pegar uma gripe, uma pneumonia, dengue, ou aquela doença que minha amiga chama de "doença do xixi do ratinho", vulgo leptospirose. Ou pegar todas né, vai saber.

Mas cada dia é como se fosse uma caixinha, abarrotadinha de surpresas! E até agora eu ainda não consegui escrever nada relacionado ao que eu queria. Mas nisso eu penso quando for deitar de novo... ou quem sabe amanhã... ou depois...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

ideologia do amor

Existem estórias que os autores esquecem de nos contar...

Por exemplo, Shakespeare nos contou o belíssimo, e um tanto quanto trágico, romance entre Romeu e Julieta. Aposto que a idéia principal de Shakespeare naquela época não é bem interpretada nos dias atuais.

Quando se fala de Romeu e Julieta, a primeira coisa que eu escuto é: "Chorei tanto! Amor a primeira vista blablabla morte, amor eterno blablabla". Concordo. Foi triste, sim. Mas foram (se realmente tivessem existido) dois otários.

Romeu era um moleque no século XVI. Entrou de "penetra" em uma festa (de quinze anos?) na casa dos Capuleto, e ao ver Julieta, apaixonou-se perdidamente. E Julieta, lógico, corresponde ao amor. Até ai, que lindo não? Não. Alguém tem sempre que fazer uma burrada, e dessa vez não foi diferente. Um amigo de Romeu, tão burro quanto o mesmo, envolveu-se em uma briga com os primos de Julieta. E o bonitão da estória? Resolveu se doer pelo amigo, e com toda sua inteligencia, matou Tybalt.

Julieta não fica atrás quando o quesito é estupidez. Qual é a menina, em pleno século dezesseis, que vai se apaixonar por um penetra de festa? E MAIS! Que continuaria apaixonada pelo mesmo babaca que matou seu primo por causa de uma "briga de rua"? Ah é, Julieta fora a menina.

Me pergunto se Romeu e Julieta nasceram acéfalos, e por ironia da vida, conseguiram sobreviver (mas não por muito tempo). Anteriormente ao acontecimento criminal de Romeu, eles se casaram. Escondido, lógico. Foi naquele exato momento que nasceu aquele ditado popular: "Escondido é bem melhor, e o perigoso é mais divertido."

O destino para os dois era bem sacana. O pai de Julieta, o mais sensato da estória, prometeu a mão da filha em casamento para o jovem Paris. Logicamente, a tapada se desesperou. E agora? Um cara rico, bem sucedido, e que gosta da família dela Julieta não quis. (nesse ponto, eu até concordo com a acéfala, acho que o que faltou em Paris, sobrava em Romeu: safadeza) Mas um penetra assassino é muito bem vindo. Julieta corre para o Frei Laurence...

Com sua extrema religiosidade, o frei confabulou com Julieta e foi responsável por um plano infalível (que não deu certo!). Deu a Julieta uma poção, que a faria "dormir" no dia de seu casamento com Paris, e que no suposto enterro ela acordaria e fugiria com Romeu... até ai, que plano bacana heim, Sr. Laurence? Foda mesmo.

Só que esqueceram de contar para o Romeu. Pobre homem... ao saber da "morte" de sua amada, ele corre até o tumulo, e lá encontra Paris. Segundo homicídio cometido por Romeu. Lá não tinha lei, não? Itália era como o Brasil é hoje? Eu heim... logo após matar Paris, Romeu (drogado) se mata. Duplo homicídio seguido de suicídio. Que lindo!

Julieta acorda. E ao ver que estava sozinha, sem o rico nem o assassino, se matou também... bela história de amor, disfarçada em um conto que não nos é estranho hoje em dia. Quero deixar claro que tenho um apreço imenso pela história, mas meu desgosto intenso pela má interpretação de seres acéfalos que acham que Romeu e Julieta é só uma história de amor.

terça-feira, 5 de abril de 2011

hey there delilah


Hey there Delilah, what's it like in NYC? I'm a thousand miles away but girl tonight you look so pretty... yes you do. Time Square can't shine as bright as you, I swear it's true. Hey there Delilah, don't you worry about the distance I'm right there if you get lonely give this song another listen, close your eyes. Listen to my voice it's my disguise. I'm by your side.

Oh, it's what you do to me.

Hey there Delilah, I know times are gettin hard but just believe me girl someday i'll pay the bills with this guitar. We'll have it good, we'll have the life we knew we would, my word is good.

Hey there Delilah I've got so much left to say if every simple song i wrote to you would take your breath away I'd write it all... even more in love with me you'd fall we'd have it all.

A thousand miles seems pretty far but they've got planes and trains and cars I'd walk to you if I had no other way. Our friends would all make fun of us and we'll just laugh along because we know that none of them have felt this way. Delilah I can promise you that by the time that we get through the world will never ever be the same and you're to blame. Hey there Delilah you be good and don't you miss me, two more years and you'll be done with school and I'll be makin' history like I do, you know it's all because of you. We can do whatever we want to! Hey there Delilah here's to you: this one's for you

(A música favorita)

sábado, 2 de abril de 2011

take my pain away from me

Não adianta nada chorar sozinho.

É "melhor" quando se tem alguém, não necessariamente do nosso lado, para nos ouvir. Uma vez, minha avó perguntou ao me ver acordar chorando:

"Filha, o que foi? Pesadelo?"

E entre os meus soluços e afirmações com a cabeça, ela me abraçou e disse:

"Conta, conta pra vovó o pesadelo, que é para ele não acontecer de verdade."

Dividir as agonias que todos os nossos dias tem com os outros é como contar o sonho ruim para a nossa avó. Ninguém procura um estranho pra desabafar. A gente quando quer, procura um amigo. Ou, na melhor parte das vezes, ele procura você.

Por que ele percebe o quão agoniado você está. Por que mesmo quando você não diz uma palavra, ele percebe que você não está ali naquele momento. Te saca pelo olhar. É aquele amigo que te faz sorrir quando você acha que a culpa das catastrófes mundiais é toda sua, que tudo é culpa sua. TUDO.

Lá está você, na sua. Seguindo o curso dos seus dias como sempre seguiu. E, tentando, não ligar tanto pros problemas que te cercavam, você só precisava de um empurraozinho de leve para cair. E de repente, quando você menos esperou, ele chegou.

E você? Caiu no choro, nos ataques de asma, nas dores de cabeça. E quanto mais se chora, mais aumenta a vontade de chorar. Não importa se o tal "problema" que influenciou tua queda foi mesmo um daqueles de verdade, que merecesse tanto sua atenção. Mas é que você, na verdade, precisava mesmo era se distrair dos outros problemas os quais você teimava em resistir, e acabou focando toda a sua agonia no menos importante deles.

Mas ai, assim como você não esperava o empurrão, chegam braços para te amparar na queda. E devagarzinho, você vai se sentindo melhor. Os problemas que, por uma fração de tempo, pareciam nunca ir embora vão amenizando. Você adquire sábios conselhos, e no fim, até sorri. Parece até que os teus problemas foram apenas sonhos ruins, e depois que você os contou, não vão acontecer. Ou se já aconteceram, não vão durar para sempre.

Todos os dias que vem e vão valem a pena.

É como dizem sábios amigos meus: Nada acontece por acaso.

segunda-feira, 28 de março de 2011

so what?

Então quer dizer que bom mesmo é reclamar?

Reclamar que está chovendo, ou que está fazendo calor demais; que nunca se tem dinheiro o suficiente para o que se quer comprar, que seu cachorro não pára de latir. Que seu filho não faz nada de produtivo e que, vulgarmente falando, só quer "vagabundear". Que seus pais não te escutam, que não te deixam em paz. Que homem não presta, e mulher fala demais.

Reclamar é para todos. Já virou até uma regra. Só que, quem será que já tentou parar e pensar em tornar-se dessa regra uma exceção?

Aproveite que está chovendo, e se jogue na chuva para amenizar o calor dos dias mais quentes. Guarde pelo menos um real de tudo que você ganhar por mês. Faça carinho no seu cachorro por um tempo. Perceba que seu filho é como um cachorro também; só repreensão não faz de um filhote um líder de caça.

Todos os homens que não prestam para uma mulher são, certamente, os safadões-romanticos perfeitos para outras. E que mulheres que falam demais, geralmente, falam pouco para quem está disposto a escuta-las. Todos os "problemas" podem ser relativos.

Resta a nós, dar valor ao necessário. É preciso re-pa-rar.

"E eu digo, necessário, somente o necessário! O extraordinário é demais."

quinta-feira, 24 de março de 2011

damn you, routine

Arrisque-se.

Se puder, comece hoje mesmo. Prove um pouco daquela comida que não lhe parece ser boa. Experimente passar uma noite em claro, e um dia inteiro dormindo. Passe um bom tempo ao telefone com aquela pessoa que você não fala a tempos. Faça amizade com aquela guria chata da sua sala. Faça um teste da internet.

Responda aquele livro de perguntas de vestibular. Escreva. Dê bom dia ao padeiro, boa tarde ao carteiro, e boa noite à você mesmo.

Que tal tentar latir de volta para o cachorro, e ver se vocês engatam em uma conversa? Miar também serve, em caso de teres um gato. Sorria dos erros dos outros, e gargalhe dos seus. Se deite no chão, e admire o céu. Espere chover, para poder tomar um banho na chuva!

Rode várias vezes no mesmo lugar, e quando parar, rode no sentido contrário. Brinque com uma criança. Espere o fim de semana chegar, e caia na noite com seus amigos. Dance, beba, beije muito!

Pelo menos uma vez, por que é bom saber como é, faça algo que nunca fizeste. Experimente de tudo um pouco na vida, mas sem exageros. Leia um livro que ninguém recomenda. Assista um filme antigo! Tire uma foto logo após acordar. Faça careta.

Em relação aos outros, perdoar também é bom, sempre. Deveria se tornar um hábito. Limpe o seu coração, pois já dizia Pitágoras, "até o mel mais doce azeda num recipiente sujo", e deixe o amor entrar. Até porque, quando não se deve nada a ninguém, não há o que perder. Dê tempo ao tempo.

E em um episódio da "Vida feat. Você mesmo" acabas, até mesmo sem querer, descobrindo que nada é tão ruim assim, como você pensava.


Rotina é para chatos.

terça-feira, 22 de março de 2011

better than that total agony

É, é dificil mesmo.

Até por que, se fosse fácil, quem é que ia querer? Se fosse pra ser fácil, não era pra ser, de uma maneira horrível muitas vezes, bom. É por isso que a gente fala tanto disso.

- Amiga, posso perguntar uma coisa?
- Vai. Pergunta.
- Se você pudesse pedir hoje, pra papai do céu, você ia pedir pra Ele trazê-lo de volta pra você (...)

E as falas são interrompidas. Sempre. Quem é que gosta de ser contrariado? Quem é que gosta, quando se é proposto aquilo que se quer, mas ao mesmo tempo, aquilo que não se pode, nem se deve ter?

- Não.
- (...) ou você ia pedir o que?
- Não ia pedir nada. O lugar dele não é comigo, e o meu, eu tenho certeza de que não é com ele. Se fosse, por que eu estaria chorando? Se fosse mesmo, ele não teria me feito sofrer. Eu não derramaria uma lágrima. E se for pra sofrer, é melhor ficar só.
- O que você sente agora? Tristeza?
- Não sinto mais nada. Nunca foi tão fácil assim. Você me assistiu, durante esse tempo. Quantas vezes eu tentei... e. Acabou.
- Ah.
- Você me conhece, eu tenho coisas muito melhores pra fazer do que sofrer.

segunda-feira, 21 de março de 2011

the holiday




Graham: Long distance relationships can work, you know.
Amanda: Really? I can't make one work when I live in the same house with someone.


(Acervo dos meus filmes favoritos)

like the ocean

E foi assim. Sem dor, sem choro nem vela.

Tinha acabado ali mesmo. No instante em que ele, mesmo que inconscientemente, destruiu a possibilidade de que (pela segunda vez) algo fosse dar certo para os dois. O bom dessa enrolação toda é que nada teria "dado certo" se as coisas não tivessem dado errado. Também, ela teve maturidade e muita coragem para tirar dessa história, alguma coisa boa.

Modestia à parte, mas foram aproveitadas diversas consequências com o fim de um começo. A verdade mesmo é que não houve um começo concreto. Era como quando ela ia à praia no Rio de Janeiro. O mar, tão distante da praia, mostrando-se tão grandioso, desejável e ao mesmo tempo tão traiçoeiro, tinha seu lado bom. A sensação de entrar no mar, é extremamente gostosa. A correnteza que ao mesmo tempo te empurra, é a mesma que te puxa. Logo, não é tão ruim assim.

"Eu vou molhar meus pés, mas não vou mergulhar."


Ela pensava. Até por que, que mal teria? Só queria saber como era... Ainda mais que, ainda conseguia enxergar seus pais ali, olhando e acenando. O cara era como o mar. Tudo que era relacionado a ele, tinha seu lado positivo. Ele era tão desejável, e ao mesmo tempo, era traiçoeiro. No fim, a conclusão é que, bom... não deu em nada. Ela não entrou no mar, e anos depois, também não entrou em um relacionamento sério com o cara. Não se perdeu dos pais, e nem se perdeu de si.

Nada acontece por acaso, e hoje, ela é feliz do mesmo jeito. Porém, de todas as praias que ela já frequentou, e de todos os caras que conheceu, percebeu que se entregar a tudo é como a maré.

A aflição passou.

Sem dor, sem choro nem vela.

domingo, 20 de março de 2011

i wasn't saying goodbye

Estamos de volta.

É isso! Vou voltar a escrever no blog. Mas primeiro, eu tinha que dar cara nova nessa página, né. E aqui vamos nós... template novo, perfil (mais ou menos?) novo, foto nova, cabeça nova, vida nova, Juliana nova.

Mas... antes de tudo novo (re)começar:

Queria agradecer a todas +300 visitas, e poucos comentários que me foram deixados ano passado! Sem vocês eu não teria escrito, praticamente, todos os dias. Obrigada até mesmo por aguentar minhas postagens birrentas, e meu desgosto pelas coisas/pessoas que eu tive. Uai, se era pra desabafar aqui, eu o fazia, e vocês (poor babies!) que liam. Esse ano não deve ser muito diferente, vou escrever o que me der vontade.

Mas prometo que vou morder (ouch!) um pouco a lingua.

VAMO QUE VAMO!