segunda-feira, 28 de maio de 2012

nothing happens by chance

É que a gente ficou ali se olhando por um tempo. Claro que não éramos estranhos um para o outro mas é que depois de tanta coisa que passou, a gente já não sabia o que fazer. E eu incluo ele nesse "a gente" por supor saber o que ele pensa. E pior é que eu não sei de nada. Só sei por mim. Naquele semana atrás eu não sabia o que fazer. Um dia, dois dias, total agonia de ter sofrido tanto e ter sido tão ingenua, quiçá até burra, por achar que ia passar. Martelo batido, decisão tomada. Em prol do que a gente construiu, eu dizia. Vazia, parada, enrrugada. O que mais tinha a se fazer? Esperar. Nunca fui de esperar, por ninguém, nem por nada. Esperar por mim. Ah, tá. Esse povo gosta de lições falso moralistas e dizer o tempo inteiro que a gente tem que se amar, blabla. Em um muro pixado qualquer eu achei: "Há males que vem para o bem". No muro pichado dentro de mim, eu achei.

1 comentários:

Unknown disse...

Eu nem acreditei que foi tu que escreveu isso, to passando por um momento de decissões , relacionamentos e tal, e teu texto me ajudou muito, continua assim Ju , que você vai longe ! E felicidades pra ti, te desejo tudo de bom na vida amorosa !!

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