E essa aqui sou eu.
Escrevendo em um bloco de notas às 01:34 da manhã. Na companhia de uma insonia que eu nem sabia que existia. De uma saudade do que eu nem sabia que tinha. De uma dúvida que me persegue. De uma vontade de gritar, de me esconder e de fugir.
Esse dai é você, lendo isso daqui que sou eu. Às x horas da manhã/tarde/noite. Imaginando o quão retardada eu sou, que não falo nada com nada, ou que minha criatividade é grande demais. Pode me chamar de louca, eu vou entender. Eu sempre entendo! Ou acho que sim. Sabe o que é? Eu tenho vontade de ler todo mundo. De saber o que todo mundo pensa, o que todo mundo tá achando... eu tenho vontade de ter tudo aqui, no meu painel de controle. De assistir o mundo girar de camarote. Mesmo quando for para assistir ele me pregando peças, me fazendo de boba. Me fazendo de mim.
"Foi nesse momento - em que o mundo resolveu girar rápido enquanto eu respirava devagar - " que eu descobri: tenho uma vontade incontrolável de ser. Mas eu sofro de uma doença sem cura. Sem progesso, sem regresso. Eu sofro na preocupação de querer ser tudo, e não poder ser nada. Eu sofro em me preocupar demais. Em querer demais, e em ser demais.
Sou um doce salgado meio amargo, um gelo seco meio molhado. Sofro em querer esconder o meu lado incorrigivelmente sensivel, e aparentar o mais forte. Assim, eu tenho a impressão de (na maior parte das vezes) ser invencível! É! Mas ser assim também cansa. Eu quero ser vulnerável pra você, e logo depois, quero esganar essa loucura que, por minutos, rondou minha cabeça. Quero jogar tudo pro alto, e fugir com essa loucura, e logo em seguida, assistir o trailer dos proximos episódios da minha vida e sossegar.
Eu quero ser imprevisível.
Se até à mim eu surpreendo, não deveria ser tão dificil assim quando se tratar de você.
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