É que tem dias que não dá!
Pra ficar só, pra ficar junto, pra ficar assim. Sem eira, nem beira. Tem que ser daquele jeito mesmo, por que nesse daqui não dá. Tem dias que eu não te aguento, mas tem dias que... eu preciso.
De paz, de sossego, de mim. Eu preciso de amor, de compreensão, e de algum tipo de coisa que me guarde dessa paranóia que eu tenho, de querer sustentar o peso das coisas, e de seus respectivos problemas, nas minhas costas.
Tem dias que eu acordo sufocada, com um nó na garganta. Tem dias que tudo que eu quero é fugir da porra da rotina, e esquecer até do meu nome. De me perder que nem uma louca varrida, e sei lá, me encontrar em qualquer outro lugar. Por quê aqui tá difícil. Uma vez, me perguntaram: "O que é que você quer, heim?" e eu não respondi. É muito mais fácil saber o que é que eu não quero. Tá meio óbvio, não é não?
Ser mulher é foda, sabia? Ou você acha que é fácil? Lógico, ter um pinto entre as pernas é sempre mais fácil pra tudo. Ainda bem que no lugar do pinto eu tenho juízo. No bom e no péssimo sentido. Ser mulher me irrita, me intriga, me dá vontade de chorar. Todo m-ê-s. Mas sabe, é tão ruim que é bom.
É bom sim, ser eu. Melhor ainda por quê tem dias eu acordo do jeito que o diabo gosta. Usando todas as frases possíveis do meu acervo de frases clichês (ex.: quando eu sou boa, sou boa. Mas quando sou má, sou péssimaaa!). É, sem heresia por quê estamos na semana santa, mas tem dias viu... ô se tem. Acordo juntando a fome com a vontade de comer, a raiva, a angustia e essa monstruosa vontade que eu tenho, de querer ser l-i-v-r-e.
E não depender de ninguém.
sábado, 23 de abril de 2011
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2 comentários:
what hapenned?
é, esse e o do romeu ate que sao "decentes" :) ta evoluindo, ééé! haha parabens!
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