Existem estórias que os autores esquecem de nos contar...
Por exemplo, Shakespeare nos contou o belíssimo, e um tanto quanto trágico, romance entre Romeu e Julieta. Aposto que a idéia principal de Shakespeare naquela época não é bem interpretada nos dias atuais.
Quando se fala de Romeu e Julieta, a primeira coisa que eu escuto é: "Chorei tanto! Amor a primeira vista blablabla morte, amor eterno blablabla". Concordo. Foi triste, sim. Mas foram (se realmente tivessem existido) dois otários.
Romeu era um moleque no século XVI. Entrou de "penetra" em uma festa (de quinze anos?) na casa dos Capuleto, e ao ver Julieta, apaixonou-se perdidamente. E Julieta, lógico, corresponde ao amor. Até ai, que lindo não? Não. Alguém tem sempre que fazer uma burrada, e dessa vez não foi diferente. Um amigo de Romeu, tão burro quanto o mesmo, envolveu-se em uma briga com os primos de Julieta. E o bonitão da estória? Resolveu se doer pelo amigo, e com toda sua inteligencia, matou Tybalt.
Julieta não fica atrás quando o quesito é estupidez. Qual é a menina, em pleno século dezesseis, que vai se apaixonar por um penetra de festa? E MAIS! Que continuaria apaixonada pelo mesmo babaca que matou seu primo por causa de uma "briga de rua"? Ah é, Julieta fora a menina.
Me pergunto se Romeu e Julieta nasceram acéfalos, e por ironia da vida, conseguiram sobreviver (mas não por muito tempo). Anteriormente ao acontecimento criminal de Romeu, eles se casaram. Escondido, lógico. Foi naquele exato momento que nasceu aquele ditado popular: "Escondido é bem melhor, e o perigoso é mais divertido."
O destino para os dois era bem sacana. O pai de Julieta, o mais sensato da estória, prometeu a mão da filha em casamento para o jovem Paris. Logicamente, a tapada se desesperou. E agora? Um cara rico, bem sucedido, e que gosta da família dela Julieta não quis. (nesse ponto, eu até concordo com a acéfala, acho que o que faltou em Paris, sobrava em Romeu: safadeza) Mas um penetra assassino é muito bem vindo. Julieta corre para o Frei Laurence...
Com sua extrema religiosidade, o frei confabulou com Julieta e foi responsável por um plano infalível (que não deu certo!). Deu a Julieta uma poção, que a faria "dormir" no dia de seu casamento com Paris, e que no suposto enterro ela acordaria e fugiria com Romeu... até ai, que plano bacana heim, Sr. Laurence? Foda mesmo.
Só que esqueceram de contar para o Romeu. Pobre homem... ao saber da "morte" de sua amada, ele corre até o tumulo, e lá encontra Paris. Segundo homicídio cometido por Romeu. Lá não tinha lei, não? Itália era como o Brasil é hoje? Eu heim... logo após matar Paris, Romeu (drogado) se mata. Duplo homicídio seguido de suicídio. Que lindo!
Julieta acorda. E ao ver que estava sozinha, sem o rico nem o assassino, se matou também... bela história de amor, disfarçada em um conto que não nos é estranho hoje em dia. Quero deixar claro que tenho um apreço imenso pela história, mas meu desgosto intenso pela má interpretação de seres acéfalos que acham que Romeu e Julieta é só uma história de amor.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
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7 comentários:
não tem como negar, ju. todas nós amamos o errado.
Por que todos achamos que o "certo" é sempre o melhor pra fazermos, pra vestirmos, pra dizermos... Só que não paramos pra pensar que muitas vezes o errado é o que nos atrai. Por que "certinho" o tempo todo enjoa!
Eu amo Romeu e Julieta! Ela é diva. Mas o que eu acho chato, é que muita gente acha que é só por isso mesmo... eu interpreto tudo huauhahua. O errado tem sempre alguma coisa certa, Amands
Na minha opinião, vocês mulheres têm por essência, o prazer de fazer coisas erradas. Por exemplo: o seu namorado manda você parar de falar com um determinado rapaz, porque ele é um tremendo "fura olho". E vocês, teimosas, acabam indo conversar com esse individuo(de mal). Como sempre fazendo coisas erradas e tentando se dar bem. ¬¬' saco...
O que eu quis dizer, Gabriel, é que nós (mulheres, principalmente) só gostamos dos caras que não são TÃO certinhos... saca? A gente sabe que tem um monte de homem melhor por ai, mas a gente só quer se for aquele que "não vale nada". O certinho não tem graça, na maioria das vezes. E se o namorado quer que a namorada pare de falar com um certo cara por isso ou aquilo, é por que ele não confia no taco dele, hehe... eu acho.
Juliana, minha cara, preciso dizer: MEUS PARABÉNS. Teu texto tá muito bom, super divertido e, olha, muito verdade o que você disse, hein. Mulher sente mais prazer com o que é diferente, é assim com todo ser humano. Qual a graça de namorar um funcionário público medíocre que trabalha numa repartição e faz cálculos todo tempo, calcula até quando vai morrer, se previne da velhice, etc etc blablabla? Não é muito mais atraente namorar um paraquedista insano que gosta de pescar aos sábados e pular de árvores altas no rio? Claro que é. Adrenalina, não é? É essa a palavrinha? O coração bate mais forte, dá mais prazer na coisa toda.
Pode até ser que a gente sofra com a coisa toda, como no caso da pobre Julieta que morreu. Ah, mas é uma morte danada de boa.
Abraços, linda!
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